Demitido ou aposentado pode manter o plano de saúde da empresa?

Benefícios Trabalhistas ou Previdenciários

Demitido ou aposentado pode manter o plano de saúde da empresa?

Paulo Pereira
Escrito por Paulo Pereira em 21 de novembro de 2016
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Ter um plano de saúde não é a coisa mais fácil do mundo, seja pelo custo elevado para algumas pessoas ou pela burocracia na papelada, carência, etc. Quando o mesmo é feito por empresa, as coisas são bem diferentes e resulta em menos dor de cabeça para o segurado. Mas, e quando este segurado é mandado embora do trabalho, como fica o plano de saúde?

O advogado e também sócio do escritório Mascaro Nascimento Advocacia Trabalhista, Marcelo Mascaro Nascimento, escreveu para o site Exame sobre os direitos que tem o trabalhador referentes ao plano de saúde, quando este é mandado embora da firma ou consegue a aposentadoria. Vejamos abaixo, o texto na integra.

Uma das maiores preocupações quando se é desligado de uma empresa é com o plano de saúde, pois aderir a um novo plano pode acarretar custos maiores, carências, sem falar na burocracia envolvida.

Conforme a Lei n. 9656/98, nos artigos 30 e 31, é possível a manutenção do plano de saúde pelo empregado dispensado sem justa causa e pelo trabalhador aposentado, desde que estes tenham contribuído, ainda que de forma parcial, durante a vigência do contrato de trabalho, e também, desde que assumam o pagamento integral do plano.

A manutenção do benefício pode durar de 6 meses a 2 anos e o trabalhador tem que manifestar o seu desejo de manter o plano, já que passará a custear integralmente o mesmo. Para os aposentados o benefício será proporcional ao tempo de contribuição, podendo chegar a vitalício.

A dúvida que existia era se a coparticipação – ou seja, o desembolso de um valor mediante o uso do plano de saúde pelo beneficiário (empregado ou dependentes) – poderia ser tida como contribuição no curso do contrato de trabalho.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu, em decisões recentes, que a mera coparticipação não é o mesmo que contribuição. Dessa forma, é necessário que o empregado contribua de forma efetiva mensalmente para ter direito à manutenção do plano após seu desligamento.

Esse entendimento não favorece o empregado, ainda mais no atual momento de crise que o país está atravessando com tantos desempregados. Contudo, por se tratar de entendimento proferido em decisões, não é a palavra final, cabendo recursos e comportando entendimento diverso em outros tribunais do país.

Apenas para acrescentar: algumas categorias possuem regras diferentes previstas em convenção coletiva. Como, por exemplo, o pagamento pela empresa do plano de saúde após o desligamento do empregado por até 6 meses. Por isso, sempre vale verificar as normas coletivas de seu sindicato para saber quais são seus direitos.

Fonte: Exame.

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