Saiba como calcular e o porquê do desconto do INSS sobre o seu salário

Tempo de leitura: 4 minutos

É muito compreensível que o profissional queira saber se a empresa vem realizando os devidos descontos em seu contracheque de forma correta. Ou melhor, não só é compreensível como recomendado. E devido ao fato de que todo empregado de carteira assinada está sujeito ao desconto do INSS, faz sentido que este seja o item número um nas buscas sobre como calcular descontos de folha.

Antes de começar a falar especificamente do cálculo, contudo, é importante saber o porquê de as empresas efetuarem essa dedução da remuneração de seus colaboradores. Afinal, é sempre pertinente saber para onde vai – ou pelo menos para onde deveria ir – o nosso dinheiro.

Por que é descontado INSS do meu salário?

Há uma lei que obriga todos os empregadores a reterem parte da remuneração de seus funcionários, como uma contribuição compulsória para financiamento da Seguridade Social. Trata-se da Lei 8.212/81.

A Contribuição Previdenciária, outro nome do INSS, descontada do empregado e repassada para o Fisco por intermédio da empresa, é utilizada para assegurar alguns benefícios, que mais tarde o mesmo possa vir a utilizar, como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte, entre outros.

A contribuição do empregado, inclusive o doméstico, e a do trabalhador avulso, de acordo com a legislação acima mencionada, é calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota sobre o seu salário-de-contribuição mensal, de forma não cumulativa, de acordo com a tabela vigente no período.

Base de cálculo e tabela progressiva do INSS

O cálculo do INSS do segurado empregado não é complexo, para não dizer que é simples. Basicamente consiste em identificar a base de cálculo do tributo, neste caso da Contribuição, e aplicar o percentual devido, considerando a tabela progressiva disponibilizada anualmente pelo Fisco.

Quando falamos de base de cálculo, queremos dizer a composição da remuneração do empregado que sofre incidência do INSS menos as faltas e atrasos, quando tratamos de empregado mensalista.

São exemplos muito comuns de “verbas”, “rubricas” ou “lançamentos”, como queira chamar, que incidem INSS: salário, horas extras, adicional noturno, adicionais de periculosidade e insalubridade e DSR.

Já tipos de recebimentos que não tributam muito comuns, são: auxílio creche, salário família e reembolso de plano de saúde.

A tabela progressiva, utilizada para o cálculo da contribuição, possui três faixas com três percentuais (alíquotas) diferentes. Mas é importante também mencionar que para fins de INSS, há um teto. Ou seja, um limite de contribuição, de forma que as empresas não podem descontar mais do que este determinado montante.

Para o ano de 2018, o limite do desconto é de R$ 621,03, conforme tabela progressiva abaixo.

Salário de Contribuição (R$)Alíquota
Até R$ 1.693,728%
De R$ 1.693,73 a R$ 2.822,909%
De R$ 2.822,91 até R$ 5.645,8011%

Como calcular o INSS?

Partindo para parte prática, vamos considerar dois exemplo

Exemplo 1 – Empregado com remuneração abaixo do teto

O Empregado XYZ recebeu no mês de 06/2018 a seguinte remuneração :

  • Salário: R$ 954,00
  • Horas Extras: R$ 50,00
  • DSR: R$ 8,33
  • Salário família: R$ 31,71 (não tributa)
  • Atrasos: R$ 80,00

Base de cálculo = 954,00 + 50,00 + 8,33 – 80,00

Base de cálculo = R$ 932,33

Alíquota =  8%

INSS a descontar = R$ 74,59

Exemplo 1 – Empregado com remuneração abaixo do teto

O Empregado XYZ recebeu no mês de 06/2018 a seguinte remuneração :

  • Salário: R$ 8.000,00
  • Horas extras: 500,00
  • DSR: 83,33

Base de cálculo = 8.000 + 500,00 + 83,33

Base de cálculo = 8.583,33 (porém, o teto é R$ 5.645,80, que deve ser utilizado para a tributação)

Alíquota =  11%

INSS a descontar = R$ 621,03


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