Olhar pro lado faz bem; mas é preciso saber como

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Olhar pro lado faz bem; mas é preciso saber como

Paulo Pereira
Escrito por Paulo Pereira em 29 de setembro de 2018
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Existe um mantra no mundo corporativo que diz que não podemos olhar para o lado, para não incorrermos em comparações indevidas e assim, não nos frustramos com a realidade na qual estamos inseridos.

É certo que em algumas empresas, questões relacionadas a injustiças são mais acentuadas. E em ambientes assim, ponderar aquilo que observamos, se faz mais necessário do que em circunstâncias opostas.

Entretanto, considerar sua performance como a única relevante no seu processo de ascensão, pode ser um verdadeiro tiro no pé daquele que possui interesse genuíno em alcançar outros patamares, independente da realidade que faz parte.

Ao meu ver, o “X” da questão está na forma como você olha e o que você faz com o resultado das suas observações, muito mais do que o fato de observar ou não observar a performance de quem está ao lado, à frente ou depois.

O que fazer com os sentimentos?

Para isso, não podemos descartar uma questão de grande peso. É necessário haver alto grau de maturidade para saber lidar com os sentimentos que o exercício da observação pode nos trazer.

É muito importante nos atentar às qualidades profissionais e a excelências da entrega daquele colega de trabalho que apresenta resultados superiores aos nossos.

Não para invejá-lo ou julgá-lo, mas para identificar quais são os pontos que os faz se distinguir da média, e então tentar replicá-los na nossa própria realidade.

Somos seres humanos, e por isso, é tendência que às vezes fiquemos tristes por não conseguimos performar como outros que estão próximos a nós. E é aí onde devem entrar em ação nossas habilidade de discernir e compreender.

Cada um é cada um

Cada um tem seu próprio tempo, suas qualidades e limitações. Cada um possui uma bagagem que corrobora no aumento ou na diminuição da performance em alguma determinada atividade.

Alguns possuem experiências práticas que o fazem estar à frente dos demais. Ou até mesmo, apenas um mindset moldado para pensar fora da caixinha e assim, obter resultados não tão óbvios para quem tem dificuldade em pensar diferente.

Não necessariamente, alguém que se destaca é o melhor de um grupo. Às vezes, este indivíduo só é capaz de perceber a necessidade de atualização constante no aspecto técnico e na adequação da sua postura na esfera comportamental.

É possível, então, dizer que se trata de uma questão de “sacada’, como dizem os mais descolados.

Há momentos em que é preciso ver que outros fazem para que possamos perceber que também podemos fazer. E por isso, é tão relevante que saibamos reconhecer nossas próprias habilidades e fraquezas, também.

A prática da inteligência emocional no dia-a-dia

A prática do autoconhecimento e do autojulgamento é essencial para quem quer crescer. Diria que olhar pro lado não é só permitido, mas decisivo no processo evolutivo profissional. Tomar pessoas como exemplos e como balizadores faz bem, basta saber fazê-lo.

Pessoas com inteligência emocional, como diria Goleman, sabem lidar com situações adversas, aplicando  capacidade de controlar impulsos, canalizar emoções para situações adequadas, praticar a gratidão e motivar as pessoas, além de outras qualidades que possam ajudar a encorajar outros indivíduos.

Talvez seja a inteligência emocional, a principal ferramenta para obtenção de sucesso, que nem sempre é fácil. Já dizia Aristóteles, na sua obra Ética a Nicômaco, que “qualquer um pode zangar-se — isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa — não é fácil”.

O que não é bom, é se utilizar das comparações para sentimentos negativos, comparativos descabidos, nutrição de inveja ou sentimentos de injustiça. Se você ainda não possui a maturidade para isso ou não esteja disposto a repensar suas posições, talvez seja melhor, aí sim, não olhar pro lado.

Texto originalmente publicado na minha página pessoal do LinkedIn.

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