Uma escola, um sítio e uma mensagem de motivação

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Uma escola, um sítio e uma mensagem de motivação

Paulo Pereira
Escrito por Paulo Pereira em 15 de dezembro de 2019
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Uma escola, um sítio e uma mensagem de motivação
Uma escola, um sítio e uma mensagem de motivação

Essa não é uma história contada para me colocar como “coitadinho” ou para ganhar a atenção como “rapaz que deu certo”. Primeiro, nunca me senti um coitado. E em segundo lugar,”dar certo” é  algo muito subjetivo. 

Tomei coragem pra postar essa foto e contar um pouco do que está por trás dela, para que, de alguma forma, pessoas possam visualizar que quando há foco e determinação, os objetivos podem ser alcançados. 

O meio no qual vivemos, a nossa realidade, pode ser um fator muito ingrato e duro, mas não determinante para que não consigamos conquistar aquilo que queremos para nós mesmos. 

Muito esforço, preparação  e perseverança, e o mínimo de oportunidade são suficiente para obter  “sucesso“, independente do que isso representa pra você. 

E por que resolvi falar sobre isso? 

Acabo de voltar da minha cidade natal, onde vivi meus primeiros 17 anos.

Lá tive uma infância e juventude muito boas, embora simples na mesma proporção, o que serviu como uma forte incubadora para meus sonhos.

E ao revisitar os lugares onde morei, meio que entrei num exército de agradecimento pelas conquistas que obtive. Faz bem ser grato e relembrar de onde viemos.

Tá,  e sobre a foto?

A foto mostra a Escola Municipal Luís Tenório de Aquino (nome de algum tatatatatataravô meu), localizada no sítio Pilões, 18 km de distância da cidade de Tupanatinga-PE. Morei  nesse sítio até os 12.

Nessa escola havia alunos de primeira a quarta série que estudavam em turmas multisseriadas. Para quem não sabe o que é isso, tratam-se de turmas onde alunos de séries diferentes estudam no mesmo lugar, muitas vezes compartilhando do mesmo assunto. 

A escola na época não tinha banheiro e na maioria dos meses do ano, também não tínhamos merenda. Lá no início, nem quadro negro. Ou melhor, tinha. Mas numa qualidade…

Não tínhamos “parquinhos” para brincar no recreio. No intervalo íamos nos divertir jogando pedrinhas na barragem do lado da escola, quando havia água, ou de luta no “pátio”, que era um espaço minúsculo. 

Quando não era isso, brincávamos de “bila” (acho que em SP o pessoal chama de ‘pega pega’), cobra cega (sim, não não chamávamos de ‘cabra cega’) ou de queimado. Se não, passávamos os minutos tentando capturar sapos, abelhas e marimbondos para brincar de Pokemon (sim, minha gente… rs)

A escola era bem simples, no meio do nada. Literalmente! 

Ali não havia investimento, só o tempo e a dedicação dos alunos mais “crentes” que tinham a certeza de que, mesmo com dificuldades, aquele momento era um degrau a ser conquistado.

E o que é que isso tem?

Ao ver a escola novamente e relembrar do percurso que eu e minhas irmãs fazíamos a pé todos os dias, equilibrando os cadernos e livros na cabeça para sofrer menos com o sol escaldante do meio dia, me lembrei que é preciso acreditar muito em algo para conseguir superar os obstáculos. Acreditar e agir!

Se você, que está lendo esse artigo, duvida que pode alcançar seus objetivos, por mais distantes que pareçam, seja na vida pessoal ou profissional, repense! Busque por exemplos de pessoas que do nada conseguiram chegar onde desejavam, e você vai descobrir que a chave disso é a fé e persistência.  

Quando você realmente quiser algo, não desista. Se for necessário dê uma pausa, mas não desista. Siga em frente. E se te disserem o contrário, continue mesmo assim. Mas vá sabendo que não será fácil! Se tiver medo, vá com medo mesmo.

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